Segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Adaptação infantil ao ensino presencial requer paciência de guardiões, diz especialista

No mês de fevereiro, mais de 3,5 milhões de alunos da rede estadual de São Paulo iniciaram o ano letivo de 2022 no modo 100% presencial, em cerca de 5,4 mil escolas paulistas. Depois das férias de verão e de um longo período de ensino remoto, crianças e adolescentes precisam se readaptar ao modo presencial e os guardiões - pais e demais responsáveis - são o principal pilar para saúde mental dos alunos nesse momento.De acordo com a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, profe

Adaptação infantil ao ensino presencial requer paciência de guardiões, diz especialista

Adaptação infantil ao ensino presencial requer paciência de guardiões, diz especialista

No mês de fevereiro, mais de 3,5 milhões de alunos da rede estadual de São Paulo iniciaram o ano letivo de 2022 no modo 100% presencial, em cerca de 5,4 mil escolas paulistas. Depois das férias de verão e de um longo período de ensino remoto, crianças e adolescentes precisam se readaptar ao modo presencial e os guardiões - pais e demais responsáveis - são o principal pilar para saúde mental dos alunos nesse momento.

De acordo com a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, professora doutora Cibele Rosa, o diálogo é importante para que o retorno seja saudável. “É comum sentir preguiça ou resistência à rotina de estudos. A tendência dos pais é a de convencer os filhos de que a experiência será positiva, de que haverá a oportunidade de reencontro com amigos, mas é preciso se colocar no lugar dos jovens, entender suas demandas e explicar que, na realidade, trata-se de uma responsabilidade que devem cumprir”, reflete a docente.

A pedagoga afirma que o ideal nessa fase é reconhecer a legitimidade dos sentimentos impostos pelo fim do período de descanso e acolher as reclamações infantis com sensibilidade. “O esperado para as primeiras semanas é, de fato, um pouco de irritabilidade”, pontua a coordenadora. “Uma estratégia de abordagem para essa situação é apresentar as escolhas que podem ser feitas: ir para escola com frustração e encarar por dias mais longos ou aceitar a obrigação e cumpri-la com leveza”, completa.

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INÍCIO ESCOLAR

A rede de apoio e a comunicação são ainda mais necessárias para lidar com crianças menores, principalmente as que estão iniciando a vida escolar e podem despertar sentimentos de insegurança e de ansiedade. Segundo a professora, o desconforto do novo é inevitável, mas pode impulsionar o enfrentamento de desafios, gerar mudanças de comportamento e, assim, permitir que seja apropriada a sensação de autonomia.

“Se é a primeira vez que seus filhos vão para escola, além de atenção às medidas de distanciamento social e de higiene de praxe, é importante ter paciência para que o processo de adaptação aconteça aos poucos”, recomenda a docente. “Os guardiões devem, também, observar qual o volume de tarefas está aparecendo para os pequenos e não os sobrecarregar”, afirma.

É indicado abrir diálogo e fazer perguntas, para demonstrar o interesse em ouvir as necessidades das crianças e ajudá-las a se expressar. Em casos complexos, é preciso recorrer ao apoio de um profissional especializado.

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