Domingo, 31 de maio de 2026

Alerta: estudo aponta que 11% dos partos no Brasil são de prematuros

Dados da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) mostram que 11,5 % dos partos realizados no País são de bebês prematuros, o que coloca o Brasil em 10º lugar com mais nascimentos pré-termo em números absolutos. As causas mais comuns da prematuridade estão ligadas a fatores maternos, fetais ou placentários que, segundo especialistas, nem sempre podem ser identificados precocemente.Para a funcionária pública Verena Alves Rodrigues, 32, o diagnóstico de polidrâmnio foi uma surpresa, já que

Alerta: estudo aponta que 11% dos partos no Brasil são de prematuros

Alerta: estudo aponta que 11% dos partos no Brasil são de prematuros

Dados da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) mostram que 11,5 % dos partos realizados no País são de bebês prematuros, o que coloca o Brasil em 10º lugar com mais nascimentos pré-termo em números absolutos. As causas mais comuns da prematuridade estão ligadas a fatores maternos, fetais ou placentários que, segundo especialistas, nem sempre podem ser identificados precocemente.

Para a funcionária pública Verena Alves Rodrigues, 32, o diagnóstico de polidrâmnio foi uma surpresa, já que estava prestes a completar 32 semanas de gravidez. Por conta da doença, que aumenta a produção de líquido amniótico no útero, a pedagoga conta que "de uma gravidez tranquila, passou para uma gestação de alto risco de um minuto ao outro".

Verena, que é mãe de quatro crianças, deu à luz a Leonardo com 2.890 kg, devido ao inchaço do corpo causado pela hidropisia fetal, doença que acomete várias cavidades do corpo do bebê durante a gestação. O menino sofreu oito ataques cardíacos em consequência de um quadro grave de arritmia cardíaca e precisou ficar intubado por 17 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal do HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual).

Hoje, de alta hospitalar, a mãe comemora os avanços na recuperação do filho. Leonardo, apesar de ainda lutar para manter o pequeno coração com os batimentos cardíacos em ritmo considerado normais para a sua idade (quatro meses), tem apresentado uma melhora significativa, graças ao tratamento médico e ao cuidado dos pais dentro e fora do ambiente hospitalar.

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A funcionária pública é uma entre as muitas mães que vivenciam a prematuridade por diversos fatores. Thais Medeiros, 35 anos, também é mãe de prematuro. Deu entrada no Pronto-Socorro do HSPE com 19 semanas de gestação sentindo leve desconforto abdominal e precisou antecipar o parto aos seis meses incompletos, devido ao rompimento da membrana amniótica da bolsa.

Isabella nasceu com 500g e foi imediatamente levada à UTI Neonatal, onde permaneceu internada por sete meses. Lá, a menina passou por três cirurgias e ainda hoje recebe auxílio de oxigênio para respirar durante o sono. Em casa há três meses, a pequena vem ganhando peso e reagindo aos estímulos oferecidos a ela, segundo a mãe. "É incrível como ela tem se desenvolvido pouco a pouco", comenta Thaís.

É comum que bebês prematuros, principalmente os que nascem com o peso menor que 1.000g considerados pré-termo extremo, tenham algum tipo de complicação que requeira hospitalizações em UTIs Neonatais e Semi-intensivas, segundo explica a neonatologista do HSPE, Helenilce Costa. O tratamento clínico ofertado para o recém-nascido, na maioria dos casos, depende do peso ao nascer e outros fatores.

Ainda de acordo com a médica, o bebê prematuro pode ainda desenvolver sequelas físicas ou emocionais que são observadas pelos especialistas em diferentes períodos da vida, incluindo a fase adulta. Para a médica, não só a conscientização sobre a prematuridade, suas causas e consequências é de extrema importância, mas também a implementação de boas práticas de assistência para o período neonatal (após o nascimento do bebê) nas instituições de saúde, a fim de que tanto o bebê quanto a mãe recebam os cuidados necessários em curto e longo prazo.

Sobre o Iamspe

O Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo) é o sistema de saúde do servidor público estadual paulista. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 100 municípios, o Iamspe oferece atendimento a 1,3 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes. São mais de duas mil opções de atendimento no Estado, incluindo hospitais, clínicas de fisioterapia, médicos e laboratórios de análises clínicas e de imagem, além de postos de atendimentos próprios no interior, os Ceamas, e o Hospital do Servidor Público Estadual, na Capital. O Iamspe é um órgão do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Orçamento e Gestão.

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