Segunda-feira, 25 de maio de 2026

Saúde da mulher: ultrassom é aliado na detecção precoce de alterações ginecológicas na peri e pós-menopausa

Exame se destaca como ferramenta essencial para avaliação do útero e dos ovários, contribuindo para a detecção precoce de alterações

Mulher em posição ginecológica durante exame médico em consultório, com pernas apoiadas em suporte e equipamentos clínicos ao redor
O ultrassom possibilita monitorar a saúde ginecológica de forma segura e direcionada - Foto: Magnific

A transição para a menopausa e o período pós-menopausa trazem mudanças hormonais importantes que podem impactar diretamente a saúde ginecológica da mulher. Nesse contexto, o ultrassom se destaca como uma ferramenta essencial para a avaliação do útero e dos ovários, contribuindo para a detecção precoce de alterações que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. O tema foi apresentado e debatido durante a JPR 2026 - Jornada Paulista de Radiologia, maior congresso de diagnóstico por imagem da América Latina e um dos maiores do mundo na área, no dia 30 de abril, na sessão “Imagem da Mulher: Tópicos Essenciais da Prática Diária em Imagem Ginecológica”. 

Entre as principais condições que podem ser identificadas por meio do exame estão o espessamento endometrial, a adenomiose, os miomas, os cistos ovarianos, a endometriose e sinais sugestivos de câncer. “O ultrassom é um método acessível, não invasivo e extremamente importante para a avaliação ginecológica nessa fase da vida. Ele permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, o que faz toda a diferença no prognóstico”, explica Ana Paula Carvalhal Moura, médica radiologista com atuação em pelve feminina e palestrante da 56ª JPR, com o tema “Avaliação Ultrassonográfica da Peri e Pós Menopausa”.

A indicação do exame pode ocorrer tanto de forma preventiva quanto a partir de sintomas que merecem atenção, como aumento do sangramento na peri ou pós-menopausa, dor pélvica, aumento abdominal ou alterações menstruais no período de transição hormonal.

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Qualquer sangramento após a menopausa deve ser investigado, com ou sem o uso de terapia de reposição hormonal. O ultrassom é, na maioria das vezes, o primeiro exame solicitado para avaliar a causa e orientar a conduta clínica

Ana Paula Carvalhal Moura, médica radiologista com atuação em pelve feminina

TOMADA DE DECISÃO

Além de apoiar o diagnóstico, o ultrassom tem papel importante na tomada de decisão médica, ajudando a definir a necessidade de exames complementares, acompanhamento clínico, intervenções e até ajustes na terapia de reposição hormonal. Muitas mulheres nessa fase recorrem à reposição para o controle dos sintomas, e esse tratamento deve ser conduzido com acompanhamento criterioso e individualizado. Nesse contexto, a ultrassonografia se torna uma grande aliada, ao permitir a avaliação do endométrio, dos ovários e de possíveis alterações relacionadas ao uso hormonal, contribuindo para um seguimento mais preciso e seguro ao longo do tratamento.

Outro ponto relevante é a endometriose, que pode persistir mesmo após a menopausa, tanto em mulheres em uso de terapia de reposição hormonal quanto naquelas que não fazem esse tratamento. Isso acontece porque as lesões podem manter atividade mesmo nessa fase da vida. Por isso, a atenção a sintomas e achados de imagem continua sendo importante, e a ultrassonografia, especialmente quando realizada de forma direcionada, desempenha papel fundamental na identificação e no acompanhamento dessas alterações. “A prevenção passa também pelos exames de imagem. O ultrassom possibilita monitorar a saúde ginecológica de forma segura e direcionada, sem radiação, especialmente em uma fase em que algumas doenças se tornam mais prevalentes”, afirma Ana Paula.

Com o aumento da expectativa de vida feminina, cresce também a necessidade de atenção à saúde na peri e pós-menopausa. Nesse cenário, a incorporação de exames de imagem à rotina de cuidados é uma estratégia importante para garantir diagnóstico precoce, tratamento adequado e melhor qualidade de vida.

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