Sábado, 27 de junho de 2026

Deputada Bebel e Haddad participam da inauguração de fábrica de laticínios do MST

Ao lado do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PT, a deputada estadual Professora Bebel (PT) participou da inauguração da fábrica de laticínios Coapar, do MST (Movimento dos Sem Terra), no município de Andradina (SP), noroeste do Estado. A inauguração aconteceu na última sexta-feira, 24 de junho, reunindo diversas lideranças do Partido dos Trabalhadores, como o presidente do partido, Luiz Marinho; Gilmar Mauro, coordenador do MST, além do ex-govern

Deputada Bebel e Haddad participam da inauguração de fábrica de laticínios do MST

Deputada Bebel e Haddad participam da inauguração de fábrica de laticínios do MST

Ao lado do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PT, a deputada estadual Professora Bebel (PT) participou da inauguração da fábrica de laticínios Coapar, do MST (Movimento dos Sem Terra), no município de Andradina (SP), noroeste do Estado. A inauguração aconteceu na última sexta-feira, 24 de junho, reunindo diversas lideranças do Partido dos Trabalhadores, como o presidente do partido, Luiz Marinho; Gilmar Mauro, coordenador do MST, além do ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice-presidente da República na chama encabeçada pelo ex-presidente Lula.

Para a deputada Bebel, a inauguração desta fábrica de laticínio “é um dia histórico para os trabalhadores e trabalhadoras do Movimento dos Sem Terra. Sem dúvida, um grande empreendimento que conecta desde o pequeno produtor de leite, passando pela industrialização dos derivados até o consumidor final. Parabéns a todos do MST por mais essa conquista”.

A parlamentar ressalta que fez questão de estar presente ao lado do professor Fernando Haddad e do presidente da Coapar Lourival Plácido de Paula e tantos outros companheiros e companheiras de luta, como o coordenador do MST, Gilmar Mauro, para reafirmar o seu compromisso com o assentamento de famílias no campo. “Defendo a reforma agrária porque é preciso dar a oportunidade para que as pessoas possam produzir e, a partir disso, gerar produtos, alimentos pelo menor preço possível para nossa população e, consequentemente, renda para estas famílias”.

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Haddad afirmou que a Coapar será “fundamental” para o desenvolvimento daquela região. “Eu tenho uma relação de muito respeito e admiração com o MST e essa fábrica reforça esse sentimento. Olha, o compromisso que temos que assumir é que não há como ter terra improdutiva, enquanto tem gente passando fome”, finalizou Haddad.

Alckmin disse estar “feliz nesta grande indústria do MST em Andradina”. “A história do MST é de luta e conquistas e o cooperativismo da Coapar é um sucesso”, disse Alckmin, vencendo a resistência da plateia.

Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, afirmou que a experiência pode ser expandida pelo país. “Essa inauguração é a celebração da experiência da colaboração, colaborar é importante, crescer juntos. Quando um grupo desistiu dessa cooperativa, alguns jovens decidiram continuar e hoje colhem o fruto dessa insistência”.

A indústria -- Em 1989, um grupo de trabalhadores rurais do MST, da região de Campinas, no interior de São Paulo, ocupou a Fazenda Timboré em Andradina, onde começaram a produzir leite. Em 1997, esse grupo fundou a Cooperativa de Agropecuária dos Assentados e Pequenos Produtores da Região Noroeste do Estado de São Paulo (Coapar). Hoje, a cooperativa alcança 24 assentamentos do MST, distribuídos em 12 municípios.

Entre os trabalhadores do MST, que ocuparam a Fazenda Timboré, estava Lourival Plácido, que hoje é presidente da Coapar e membro da Executiva estadual do MST, que celebrou a inauguração. “É muito importante para toda a região, a inauguração de nossa fábrica hoje. São quase mil famílias assistidas, o que impacta toda a economia local”, contou Plácido, que pretendia ter inaugurado a indústria em 2020, mas o processo foi atropelado pela pandemia. “Quando estávamos avançando com as obras, tínhamos recursos aprovados, depois de todo usar dois anos de silêncio do governo (Michel) Temer, e do boicote do governo de Jair Bolsonaro (PL), que tentou derrubar nosso projeto de R$ 13 milhões para R$ 1 milhão. No final, pressionamos e ficou em R$ 9 milhões”, lembra Plácido. “No entanto”, continua o líder do MST, “veio a pandemia e tudo ficou muito mais caro, principalmente o cimento, que subiu 30%”, explica Plácido.

A obra só foi concluída após a pandemia, quando a Coapar acessou R$ 3,5 milhões na Finapop, programa de crédito criado pelo MST, em parceria com um grupo de investidor. Com 160 tanques de refrigeração, sendo 100 individuais e 60 coletivos, espalhados em lotes do MST na região, que armazenam leite da produção de 900 famílias, a Coapar pretende produzir 55 mil litros de laticínios por dia e até 2 milhões por mês.

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