Sábado, 27 de junho de 2026

Disco de estreia: Anastácia faz samba com confissões de uma mulher complexa e libertária

A capixaba Anastácia, natural de Linhares, que recebeu a bênção de Arlindo Cruz para gravar uma de suas músicas, fez trabalhos vocais com Monarco e Xande de Pilares, colocou uma composição em série da HBO Max, já foi saxofonista, estudante de canto clássico e plateia do avô, que tocava cavaquinho em casa.E estes são só alguns dos ingredientes que ela colocou à prova no disco autointitulado e que chega no streaming pelo selo Toca Discos, justamente nesta quinta-feira (2), no Dia Nacional do Samba

Disco de estreia: Anastácia faz samba com confissões de uma mulher complexa e libertária

Disco de estreia: Anastácia faz samba com confissões de uma mulher complexa e libertária

A capixaba Anastácia, natural de Linhares, que recebeu a bênção de Arlindo Cruz para gravar uma de suas músicas, fez trabalhos vocais com Monarco e Xande de Pilares, colocou uma composição em série da HBO Max, já foi saxofonista, estudante de canto clássico e plateia do avô, que tocava cavaquinho em casa.

E estes são só alguns dos ingredientes que ela colocou à prova no disco autointitulado e que chega no streaming pelo selo Toca Discos, justamente nesta quinta-feira (2), no Dia Nacional do Samba. Ouça aqui: https://links.altafonte.com/qq8xmdo .

“Anastácia”, o disco, tem oito músicas e uma vinheta, com arranjos elegantes e modernos construídos com a união de instrumentos de famílias distintas. Um requinte musical bastante peculiar e ousado. No entanto, é sim um disco de samba, só que sem o tradicional violão de 7 cordas e com teclados bem destacados, que juntamente com percussões cheias, respondem pela modernidade da produção.

Anastácia fala com ousadia e franqueza sobre ela mesma – adepta da humanização da mulher que é dona de si, ciente de seus erros e acertos. O contexto do disco de estreia foi anteriormente apresentado nos singles ‘Eu Não’ e ‘Ai de Mim’, lançados em outubro e novembro passados, respectivamente.

Mais dois outros singles tiveram lançamento antes da pandemia, 'Bêbada' e 'Sou Dessas'. Os respectivos videoclipes estão disponíveis no canal youtube.com/anastaciaoficial

A produção e os arranjos do disco, intitulado “Anastácia”, têm a assinatura de Rafael dos Anjos, o mesmo que trabalhou com Arlindo Cruz e Maria Rita, conhecidamente produtor musical de Diogo Nogueira, que carrega consigo duas indicações ao Grammy Latino, 2018 e 2021.

Publicidade
/apidata/imgcache/82f987f3939054a6d9fc18ca763064bf.jpeg?banner=postmiddle&when=1782569142&who=45

Processo criativo

Anastácia conta que ouviu em torno de 200 canções de compositores de todo o Brasil, mas foi de ‘dentro para fora’, isto é, a partir de músicas compostas por ela mesma, que o disco começou a ser vislumbrado. A crise com o repertório sinalizou que Anastácia não só tinha que cantar, mas tinha o que dizer e se fazer representar. O trabalho precisava ser autoral.

“Tive uma crise de choro por não querer gravar nenhuma delas. Por não entender ainda o que eu queria. Cheguei na casa da Família Macabu e o compositor e músico Waltis Zacarias estava lá neste dia. Na hora eles disseram: você não quer gravar por que você precisa compor, seu repertório precisa vir de dentro pra fora e não o contrário!”, ela revela.

Uma vida para a música

Anastácia teve contato com o samba por meio do avô, que tocava músicas do gênero no convívio familiar. Foi a faísca para ela educar os ouvidos para as melodias e métricas do samba, uma relação que se fortaleceu com o passar dos anos e com o envolvimento de Anastácia com o ofício da música, qualquer que seja o estilo em que estivesse envolvida.

Aos 14 anos, Anastácia tocava saxofone em hotéis próximos à sua casa – como curiosidade, a icônica Alcione, teve o trompete como sua porta de entrada na música. Nos anos seguintes, estudou canto clássico. Enquanto performer e artista plural, sabe absorver referências de autores e obras para oferecer um produto com sua marca autoral, com a certeza de que o álbum não poderia ser apenas um disco tradicional de samba.

Ofício

Em 2013, mudou-se para o Rio de Janeiro e viveu desde apresentações de voz e violão a rodas de samba, palcos de teatros e lonas. Anastácia ainda defendeu e gravou sambas enredo, audiobooks, voz para jogos de videogame e backing vocals em estúdios para Diogo Nogueira, Xande de Pilares, entre outros.

Música de trabalho

‘Não penso em mais nada’, música de Júnior Dom com Arlindo Cruz, é uma das mais românticas do disco e, como destaca Anastácia, entrou a pedido do público que a acompanha em suas apresentações ao vivo. Aliás, uma interpretação em especial desta música, registrada em vídeo, viralizou em 2015 no Facebook, o que ajudou a fazer seu nome no samba e ser notada por mais pessoas e artistas do estilo. “Em todas as rodas de samba, nas passadinhas, o público me pedia pra cantar esta música”. Para tanto, teve a bênção de Arlindo para gravá-la. “A benção aconteceu na quadra da Mangueira”, lembra Anastácia.

Outro destaque do disco é a faixa ‘Cisma’, que tem um arranjo com acordeon, baixo, percussão e banjo. Já Cazuá é uma música autoral, que segundo Anastácia, é forte ao ponto de fazer chorar . “Já vi gente chorando ouvindo essa canção, ela fala de saudade, a saudade faz chorar”.

Leia também

Rio Claro (SP) adere ao 'Mais Motoristas' para ampliar a mudança gratuita de categoria da CNH para mulheres mulher

Rio Claro (SP) adere ao 'Mais Motoristas' para ampliar a mudança gratuita de categoria da CNH para mulheres

Desafinado, eu? opiniao

Desafinado, eu?

STF confirma obrigação de shopping centers oferecerem espaço adequado às empregadas para amamentação mulher

STF confirma obrigação de shopping centers oferecerem espaço adequado às empregadas para amamentação