Domingo, 6 de setembro de 2026

Especialista orienta como evitar desentendimentos com os familiares nas festas de fim de ano

As festas de final de ano aproximam famílias e parentes que não se veem há meses tem a oportunidades de se reencontrar para as confraternizações de Natal e do réveillon, porém, esse período também é marcado por discussões polêmicas e brigas entre pessoas com opiniões muito diferentes. Para especialistas, reconhecer que seu familiar é um outro indivíduo, com particularidades pessoais, e que quaisquer relações humanas implicam em tensões é necessário para manter a harmonia em confraternizações.Par

Especialista orienta como evitar desentendimentos com os familiares nas festas de fim de ano

Especialista orienta como evitar desentendimentos com os familiares nas festas de fim de ano

As festas de final de ano aproximam famílias e parentes que não se veem há meses tem a oportunidades de se reencontrar para as confraternizações de Natal e do réveillon, porém, esse período também é marcado por discussões polêmicas e brigas entre pessoas com opiniões muito diferentes. Para especialistas, reconhecer que seu familiar é um outro indivíduo, com particularidades pessoais, e que quaisquer relações humanas implicam em tensões é necessário para manter a harmonia em confraternizações.

Para a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, professora Cláudia Freitas, o ideal é apostar no diálogo sem tentar convencer o outro de pontos de vista pessoais. “Em vezes, tentamos impor nossos pensamentos por acreditar que não estamos sendo compreendidos. É fácil perder a compostura e iniciar um desentendimento nesses momentos”, afirma a psicóloga.

A acadêmica aborda o processo da comunicação não-violenta para essas ocasiões. A técnica consiste em um roteiro que segue quatro etapas: na primeira, o indivíduo deve observar o que acontece em determinada situação sem julgamentos de valor, e, em seguida, é preciso analisar os próprios sentimentos. “É preciso entender o que a situação nos desperta e nomear essa emoção como medo, mágoa ou raiva, por exemplo, além de expressar esses sentimentos”, explica.

O terceiro passo é expor as necessidades em relação ao assunto para que conflitos do tipo não aconteçam se repitam e, por fim, apresentar as demandas emocionais. Os familiares devem negociar o que pode ser feito para evitar brigas no futuro, como não falar de determinados assuntos e não fazer brincadeiras sobre um tópico sensível. Para que o pacto tenha eficiência, o indicado é que o diálogo seja feito de forma positiva e direta, sem frases abstratas e confusas.

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A coordenadora defende, também, que se as técnicas não funcionarem, é importante avaliar a necessidade de estar em família em festas de final de ano. "Ninguém é obrigado a estar com pessoas que fazem mal para sua saúde mental, mesmo em se tratando de membros da família. Se é impossível manter conexão com pai, mãe, irmão ou outros parentes, devemos respeitar nossos limites para garantir o bem-estar pessoal por meio do distanciamento”, enfatiza.

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