Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Insônia influencia no desempenho cognitivo e aumenta risco de Alzheimer 

A insônia é o distúrbio do sono mais comum e atinge 73 milhões de pessoas no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 40% das pessoas não dormem como gostariam. Embora seja mais prevalente entre as mulheres, especialmente após a puberdade, a insônia afeta homens, mulheres, jovens e idosos de todas as esferas da vida. Independentemente da idade ou sexo, a falta de sono adequado pode ter consequências sérias para a saúde cognitiva e geral de um indivíduo.Reginaldo Tavares Franq

Insônia influencia no desempenho cognitivo e aumenta risco de Alzheimer 

Insônia influencia no desempenho cognitivo e aumenta risco de Alzheimer

A insônia é o distúrbio do sono mais comum e atinge 73 milhões de pessoas no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 40% das pessoas não dormem como gostariam.

Embora seja mais prevalente entre as mulheres, especialmente após a puberdade, a insônia afeta homens, mulheres, jovens e idosos de todas as esferas da vida. Independentemente da idade ou sexo, a falta de sono adequado pode ter consequências sérias para a saúde cognitiva e geral de um indivíduo.

Reginaldo Tavares Franquez, coordenador do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera e doutor em Ciências Farmacêuticas, explica que a qualidade do sono desempenha um papel vital na saúde do cérebro. “Noites mal dormidas provocam uma série de problemas e mudanças no organismo. Um sono de baixa qualidade favorece processos inflamatórios no organismo, deixa a pessoa lenta, provoca fraqueza no sistema imunológico, perda de memória de curto prazo, obesidade, envelhecimento precoce, diabetes, ansiedade, hipertensão, falta de apetite, entre outros”, cita a especialista.

Estudos indicam que a insônia pode ser um fator de risco para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Além disso, esse distúrbio pode comprometer o sistema imunológico, tornando o corpo mais vulnerável as doenças e infecções. O professor enfatiza que a qualidade do sono é essencial não apenas para o bem-estar diário, mas também para a saúde geral a longo prazo.

Estudos também apontam que metade dos idosos relatam ter dificuldade em iniciar o sono e acordam várias vezes à noite, o que prejudica o padrão de sono normal. “As noites mal dormidas afetam o cérebro causando cansaço, falta de concentração e diminuição do desempenho cognitivo. Sabe-se que uma das funções do sono é a consolidação da memória e estudos indicam que a insônia pode ser um fator de risco para a doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas”, detalha Franquez.

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Para melhorar a qualidade do sono, o profissional sugere a adoção de alguns hábitos simples:

Crie um ambiente de sono sem luz;

Desligue a televisão, celular e computador de 1 a 2 horas antes de se deitar para dormir;

Não beba ou coma alimentos com cafeína, ou guaraná à noite;

Reduza as atividades com alto nível de estímulos físicos e mentais 1 hora antes de se deitar para dormir;

Tome um banho quente 1 a 2 horas antes de dormir;

Faça atividade física;

Cochilar entre 5 a 30 minutos no começo da tarde pode ajudar na melhora da performance cognitiva no período da tarde.

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