Segunda-feira, 4 de maio de 2026
Publicidade
/apidata/imgcache/ff71c0f7175cbc1414ee22853a4b06a7.jpeg?banner=top&when=1777911863&who=45

População feminina: menopausa precoce já afeta 30 milhões de brasileiras, segundo dados do IBGE

Em 2025, cerca de 30 milhões de brasileiras já sofriam com menopausa precoce, o que representa 7,9% da população feminina, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica divulgados pela Ebserh - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. A condição, que pode ocorrer entre os 40 e 45 anos, exige atenção especial da saúde pública.Embora os sintomas da menopausa prematura sejam semelhantes aos da menopausa natural, como ondas de calor, insônia, alterações de humor e secur

População feminina: menopausa precoce já afeta 30 milhões de brasileiras, segundo dados do IBGE

Em 2025, cerca de 30 milhões de brasileiras já sofriam com menopausa precoce, o que representa 7,9% da população feminina, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica divulgados pela Ebserh - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. A condição, que pode ocorrer entre os 40 e 45 anos, exige atenção especial da saúde pública.

Embora os sintomas da menopausa prematura sejam semelhantes aos da menopausa natural, como ondas de calor, insônia, alterações de humor e secura vaginal, o que muda é a idade em que aparecem, antecipando riscos e impactos para a saúde da mulher, podendo ocorrer antes dos 40 anos. “Quanto mais cedo a mulher entra na menopausa, maiores devem ser os cuidados com a saúde, já que o declínio hormonal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio cognitivo”, explica a ginecologista Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+.

A discussão sobre menopausa precoce vai além da clínica: trata-se de um tema de relevância social e de saúde pública. Informar e orientar mulheres sobre os riscos e possibilidades de tratamento é fundamental para reduzir impactos e garantir que elas possam atravessar essa fase com segurança e bem-estar.

Estudos internacionais reforçam a preocupação: uma meta-análise publicada no Human Reproduction Update apontou que mulheres com menopausa precoce têm risco até 50% maior de desenvolver doenças cardíacas em comparação às que entram na menopausa após os 50 anos.

Diagnóstico e reposição hormonal

Publicidade
/apidata/imgcache/82f987f3939054a6d9fc18ca763064bf.jpeg?banner=postmiddle&when=1777911863&who=45

As causas da menopausa precoce podem estar ligadas à genética, mas também a fatores externos como quimioterapia, radioterapia e endometriose. Além da perda da fertilidade, que muitas vezes surpreende mulheres ainda em idade reprodutiva, o diagnóstico pode ser difícil. “Por ocorrer em pacientes jovens, é comum confundir com outras condições, como gravidez ou alterações da tireoide. A confirmação vem com a dosagem do FSH e do estradiol”, explica a médica.

O tratamento inclui reposição hormonal, considerada essencial para proteção cardiovascular, óssea e cerebral, além de suplementação e cuidados com alimentação e estilo de vida. “A mulher que entra na menopausa prematuramente precisa de acompanhamento médico contínuo. Não tem como congelar o tempo, mas é possível preservar a saúde e qualidade de vida”, reforça Ana Maria Passos.

Leia também

O Canal da Lili integra rede de 154 publishers do MPJ, com novo site e realinhamento editorial Brasil

O Canal da Lili integra rede de 154 publishers do MPJ, com novo site e realinhamento editorial

Instituto de Previdência de Piracicaba realiza seminário voltado à educação e preparação à aposentadoria Piracicaba

Instituto de Previdência de Piracicaba realiza seminário voltado à educação e preparação à aposentadoria

Medo de envelhecer: psicóloga explica como a sociedade fabrica a gerontofobia com a pressão estética Sociedade

Medo de envelhecer: psicóloga explica como a sociedade fabrica a gerontofobia com a pressão estética