Sexta-feira, 5 de junho de 2026

Rock in Rio transforma o céu da Cidade Maravilhosa em palco, em contagem regressiva para a venda geral de ingressos

Após uma pré-venda de ingressos histórica, esgotada em tempo recorde, o festival invade o Rio em um fim de semana de feriado prolongado

Diversos paramotores com velas coloridas voam sobre a praia ao entardecer, formando um espetáculo aéreo diante do mar. Ao fundo, destaca-se o Morro Dois Irmãos, na zona sul do Rio de Janeiro, cercado por prédios à beira-mar. Nas velas dos paramotores aparece a inscrição “Rock in Rio”.
Céu do Rio de Janeiro vai estar vestido de Rock in Rio, reforçando porque o festival tem esta conexão com a capital fluminense - Foto: Divulgação

“O Rio de Janeiro continua lindo”. Parafraseando Gilberto Gil, que este ano se apresenta no Rock in Rio, o empresário e presidente da Rock World, Roberto Medina, segue investindo para levar a imagem do Rio para fora da cidade e do País. Mais do que realizar um festival, o Rock in Rio se consolidou ao longo de quatro décadas como uma plataforma que ativa a cidade, impulsiona o turismo, movimenta a economia criativa e transforma o Rio de Janeiro em vitrine para o Brasil e o mundo. Após finalizar a maior pré-venda da história, realizada em tempo recorde – em menos de duas horas –, o festival segue agora em contagem regressiva para a venda geral de ingressos, marcada para segunda-feira (8), às 19h. Para celebrar este momento, o céu do Rio de Janeiro vai estar vestido de Rock in Rio reforçando porque o festival tem esta conexão com a capital fluminense e é o queridinho do público desde 1985.

No sábado (6) e no domingo (7), em meio ao feriadão, mais de 20 paramotores irão sobrevoar alguns dos pontos mais emblemáticos do Rio de Janeiro – como as praias cariocas – criando imagens cinematográficas e transformando a cidade em um verdadeiro palco. Essa presença no céu se soma a outra ação aérea e simbólica que reforça o impacto visual da campanha: aviões sobrevoando a orla com a mensagem “EU VOU” ampliando a projeção do Rock in Rio para diferentes territórios da capital carioca.

A inspiração da ação nasce justamente da oportunidade de exaltar as belezas naturais da cidade, a partir de imagens aéreas capazes de projetar a capital para todo o Brasil, como um dos principais destinos turísticos do País. Mas a celebração não para por aí: ao longo dos dois dias, o Rock in Rio também leva ações criativas que ocupam além dos céus, a orla e as ruas do Rio de Janeiro, entre elas bandeiras do “EU VOU” e guitarras gigantes instaladas em pontos icônicos da cidade, como Lagoa e Arpoador.

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IMPACTO NA ECONOMIA

O movimento acompanha a dimensão do impacto que o festival gera para o Rio de Janeiro. Segundo estudo da FGV - Fundação Getúlio Vargas para a edição de 2026, o Rock in Rio é o evento privado que mais impacta economicamente o Rio de Janeiro, disputando com Carnaval e Réveillon, dois eventos públicos, a posição de evento de maior impacto para a cidade. A estimativa do Rock in Rio para este ano é de R$ 3,36 bilhões movimentados na economia, além da geração de 33,9 mil postos de trabalho – sendo 22,8 mil empregos diretos e 11,1 mil indiretos. A cada R$ 1,00 investido na realização do festival, outros R$ 6,59 são movimentados na economia do País, reforçando como o Rock in Rio ultrapassa os limites da Cidade do Rock e ativa uma ampla cadeia ligada ao turismo, hotelaria, alimentação, entretenimento, transporte e serviços.

Essa relevância econômica não é pontual, mas resultado de uma trajetória de crescimento contínuo. Enquanto na edição de 2024 havia uma projeção de impacto econômico de R$ 2,9 bilhões, o número ao final da edição chegou a R$ 3,2 bilhões, evidenciando a capacidade do festival de superar expectativas e ampliar seu alcance a cada realização. Em uma perspectiva mais ampla, o impacto econômico estimado evoluiu de R$ 2,65 bilhões em 2017 para R$ 3,36 bilhões em 2026, refletindo um crescimento sustentado ao longo dos anos. Esse avanço está diretamente ligado à capacidade do Rock in Rio de se reinventar a cada edição, atraindo artistas de grande relevância global e ampliando continuamente a experiência oferecida ao público. Soma-se a isso o aumento dos investimentos em estrutura, inovação e entrega de conteúdo, além da crescente participação de marcas do setor de música e entretenimento, que fortalecem a cadeia econômica movimentada pelo festival.

Se na edição de 2024, os primeiros voos do The Flight fizeram parte não só da magia, mas também desta métrica que acelera a indústria criativa, para 2026, somam-se os paramotores com toda a sua plasticidade e curiosidade despertada para atrair os olhares não só dos fãs do festival mas também de novos públicos. “Não à toa Gil posiciona o Rio no patamar que ele merece. O Rio de Janeiro tem vida, tem uma beleza plural, das praias, das montanhas, das pessoas, que extrapolam o significado de vida. Aqui transformamos oportunidades e traduzimos vontades em realizações. O Rio movimentou R$ 41 bilhões com indústria criativa no ano passado. A cidade recebe por ano 12 milhões de turistas, número muito semelhante ao que já recebemos nas edições do Rock in Rio até hoje. Trazemos turistas e impactamos a Cidade economicamente de uma forma impressionante. Para esta edição de 2026 a estimativa é de mais de R$ 3 bilhões injetados na economia", detalha Roberto Medina.

Segundo o presidente da Rock World, em 2025, o turismo carioca bateu recorde histórico, movimentando R$ 27,2 bilhões mesmo sem a realização do Rock in Rio. Uma única edição do festival, destaca Medina, representa cerca de 12% desse total recorde. "Em 2024, ano em que o festival aconteceu, o Rock in Rio respondeu por aproximadamente 38% de toda a movimentação turística da cidade no período. Isso é impactante e gigantesco frente a qualquer outro evento que a cidade recebe. Porque é o privado provocando o Brasil, o mundo, a estar aqui. Eu realmente não me canso, não paro de criar oportunidades. Em 2026, foi o The Flight, que segue conosco. E para este ano, estamos estudando levar esses paramotores para a Cidade do Rock. Sabe por quê? Porque trazem colorido para a vida das pessoas que aqui estão e levam a alegria dos cariocas para outros cantos. Contagiamos positivamente com o que temos de melhor, a nossa beleza. Vai ser um espetáculo lindo. O Rio vai ficar pequeno para receber tantas pessoas. O Rio de Janeiro e o público são os grandes headliners do Rock in Rio”, celebra Roberto Medina.

PLATAFORMA DE COMUNICAÇÃO

O festival também se consolida como uma plataforma de comunicação, experiência e conexão emocional entre marcas e público, ampliando sua atuação muito além dos dias de evento. Esse posicionamento fortalece sua capacidade de atrair patrocinadores de diferentes segmentos, como automobilístico, beleza, moda, transporte aéreo, telefonia, alimentos e bebidas e seguros, além de gerar resultados de longo prazo para as marcas parceiras ao longo de toda a jornada de comunicação. Somente nesta edição cerca de 70 marcas já estão associadas ao evento. 
 

Falar de experiência é falar de Rock in Rio, falar de conectividade, de aceleração da indústria e de potência, todos ingredientes que juntos fomentam o imaginário e aguçam o interesse do público de viver ao vivo esta magia: Roberto Medina, presidente da Rock World

 

Com público estimado em 700 mil pessoas em 2026, o festival deve movimentar diretamente setores como turismo, hotelaria, transporte, alimentação, comércio e entretenimento. O levantamento também considera toda a cadeia de gastos dos visitantes, incluindo hospedagem, alimentação, transporte, experiências turísticas e serviços. Vale lembrar que a venda do Rock in Rio Card para esta edição já registrou um aumento de 20% no número de compradores de fora do Rio de Janeiro, em relação à edição de 2024.

Pessoas de outros estados representam 55% do público que adquiriu ingressos nesta modalidade, reforçando a força do festival como impulsionador do turismo de experiência e da permanência dos visitantes na cidade para além dos dias de shows. Esse impacto se reflete também na experiência do público, que transforma a ida ao festival em uma verdadeira jornada pela cidade, circulando por diferentes regiões do Rio, frequentando restaurantes, visitando atrações turísticas e ampliando sua permanência no destino para além dos dias de shows. “Estes números são incríveis para o festival, mas ainda mais sensacionais para o Rio de Janeiro. Movimentamos um montante que contribui positivamente para diversos setores. Um mês que poderia estar adormecido, como acontecia, de 2011 para cá, a cada dois anos vem numa crescente a avassaladora. Precisamos deste Rio pulsante e o Rock in Rio faz isso”, analisa o presidente da Rock World.

Para ampliar ainda mais essa conexão entre público e cidade, o Rock in Rio desenvolve iniciativas voltadas ao fortalecimento do turismo local. Um dos exemplos é a plataforma Viva o Rio com o Rock in Rio, criada em 2024 e que neste ano ganha um novo capítulo para estimular os visitantes a explorarem diferentes regiões da capital fluminense. O projeto reúne parceiros estratégicos como Visit Rio, HotéisRIO, ABIH-RJ, TurisRio, Itaú Unibanco e Editora Globo oferecendo benefícios exclusivos para quem possui ingresso do festival, incluindo descontos em hospedagem, atrações turísticas, restaurantes e experiências pela cidade.

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