Domingo, 26 de julho de 2026

Violeiro João Paulo Amaral: 20 anos de carreira com união da sonoridade contemporânea às raízes

Como forma de celebrar seus 20 anos de carreira dedicados à viola caipira e na busca por ampliar seus horizontes sonoros, o músico e compositor João Paulo Amaral, que mora em Campinas (SP), lança nesta sexta-feira (4), nas principais plataformas digitais, o álbum “Aço da Terra”. O material sintetiza a proposta de buscar uma sonoridade contemporânea e inventiva (Aço) sem abrir mão das raízes tradicionais (Terra).O projeto foi financiado com recursos do ProAC Edital (SP). Com participação de Alber

Violeiro João Paulo Amaral: 20 anos de carreira com união da sonoridade contemporânea às raízes

Violeiro João Paulo Amaral: 20 anos de carreira com união da sonoridade contemporânea às raízes

Como forma de celebrar seus 20 anos de carreira dedicados à viola caipira e na busca por ampliar seus horizontes sonoros, o músico e compositor João Paulo Amaral, que mora em Campinas (SP), lança nesta sexta-feira (4), nas principais plataformas digitais, o álbum “Aço da Terra”. O material sintetiza a proposta de buscar uma sonoridade contemporânea e inventiva (Aço) sem abrir mão das raízes tradicionais (Terra).

O projeto foi financiado com recursos do ProAC Edital (SP). Com participação de Alberto Luccas (contrabaixo), Ana Luiza (voz), Cleber Almeida (bateria), Ricardo Herz (violino) e de seu pai aos 82 anos, Valdo (voz), Aço da Terra traz em seu repertório composições instrumentais do violeiro e seus arranjos para canções como Clube da esquina no 2 (Milton Nascimento, Lô e Márcio Borges) e Cuitelinho (Domínio Público).

“São oito composições instrumentais e três canções, temas que venho reunindo nos últimos dez anos e que exploram gêneros como arrasta-pé, polca, chamamé, pagode caipira, moda de viola, cateretê, toada, samba e jazz em diferentes afinações da viola, como cebolão, boiadeira, rio abaixo e sobre-requinta”, afirma Amaral.

De Abaeté a Campo Grande, que abre o álbum e foi lançada em forma de single, é um moderno arrasta-pé, misturado com polca paraguaia. Dedicado aos mestres Renato Andrade e Almir Sater, traz as participações de Alberto Luccas (contrabaixo acústico) e Cleber Almeida (bateria), parceiros de João Paulo Amaral desde Viola Brasileira (2010), álbum pioneiro nessa concepção jazzística de trio com viola.

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Essa formação de trio permite aos músicos tocar com liberdade e inclui momentos em que a viola ponteia solos improvisados, uma das características diferenciais do violeiro presente também em outras faixas. A composição para viola solo Suíte Tião Carreiro, inspirada em 13 temas do Rei do Pagode, traduz em música a admiração e conhecimento adquiridos durante sua pesquisa de mestrado dedicada a esse ícone da viola e da música caipira.

A cantora Ana Luiza participa de duas faixas, nas quais registra pela primeira vez sua voz em dueto com a do irmão: Clube da esquina no 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges), também lançada em forma de single, e a inédita e instrumental A mulher e o mar. O violinista Ricardo Herz toca em duas faixas: Tempero goiano, parceria da dupla, e Refugiados da Luz, ambas também com Alberto Luccas e Cleber Almeida.

“Aço da Terra” traz ainda a participação especial do pai de João Paulo Amaral, Valdo, aos 82 anos, cantando em dueto seu poema Remédio do Mato musicado pelo filho, faixa que celebra o lado afetivo das cantorias, pescarias e convivência familiar que foram a primeira escola do violeiro.

Diário e lives

A preparação e a gravação do álbum foram registradas e divulgadas no “Diário Aço da Terra”, composto por 40 capítulos de minivídeos e texto, publicados no YouTube, no Instagram e no Facebook do músico. O lançamento do álbum contará, ainda, com sete lives diferentes, transmitidas pelas redes do artista a partir de junho. Álbum independente, disponível em todas plataformas digitais a partir de 04/06/21.

Trajetória

Natural de Mogi das Cruzes (SP), João Paulo Amaral teve seu primeiro contato com a música caipira na infância, ao acompanhar seu pai em cantorias. Graduado (violão/guitarra) e pós-graduado pela Unicamp com o primeiro mestrado em música sobre viola no país (sobre Tião Carreiro), é professor da EMESP Tom Jobim e idealizador do Festival Viola da Terra. Participou da 3a edição (festival online) do histórico Violeiros do Brasil – Projeto Memória Brasileira.

Além da carreira solo, é integrante do trio Conversa Ribeira e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas (fundada por Ivan Vilela). Participou de festivais e concertos em Portugal, Espanha, Inglaterra, México e Estados Unidos, da gravação de mais de 30 álbuns e de projetos com nomes como Renato Teixeira, Robertinho Silva, Natan Marques, Guinga, Toninho Ferragutti e Nailor Proveta.

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